"Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. Salmos 46:1

Gênesis 41

Gênesis 41
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José interpreta os sonhos de Faraó

1- Passados dois anos inteiros,
Faraó sonhou que estava em pé junto ao rio Nilo;
2- e eis que subiam do rio sete vacas, formosas à vista e gordas de carne, e pastavam no
carriçal. carriçal Moita de carriços, plantas parecidas com capim, que crescem em lugares úmidos
3- Após elas subiam do rio outras sete vacas, feias à vista e magras de carne; e paravam junto às outras vacas à beira do Nilo.
4- E as vacas feias à vista e magras de carne devoravam as sete formosas à vista e gordas. Então
Faraó acordou.
5- Depois dormiu e tornou a sonhar; e eis que brotavam dum mesmo pé sete espigas cheias e boas.
6- Após elas brotavam sete espigas miúdas e queimadas do vento oriental.
7- e as espigas miúdas devoravam as sete espigas grandes e cheias. Então
Faraó acordou, e eis que era um sonho.
8- Pela manhã o seu espírito estava perturbado; pelo que mandou chamar todos os adivinhadores do
Egito, e todos os seus sábios. Faraó contou-lhes os seus sonhos, mas não havia quem lhos interpretasse.
9- Então falou o copeiro-mor a
Faraó, dizendo: Das minhas ofensas me lembro hoje:
10-
Faraó estava muito indignado contra os seus servos, e entregou-me à prisão na casa do capitão da guarda, a mim e ao padeiro chefe.
11- Então tivemos um sonho na mesma noite, eu e ele; sonhamos, cada um conforme a interpretação do seu sonho.
12- Estava ali conosco um moço hebreu, servo do capitão da guarda, e contamos-lhe os sonhos, e ele interpretou os nossos sonhos, a cada um interpretou conforme o seu sonho.
13- E conforme a sua interpretação, assim mesmo aconteceu: eu fui restituído ao meu cargo, e ele foi enforcado.
14- Então
Faraó mandou chamar a José, e o fizeram sair apressadamente da masmorra. Ele se barbeou, mudou de roupa e apresentou-se a Faraó.
15- Disse
Faraó a José: Eu tive um sonho e não há quem o interprete. Mas de ti ouvi dizer que, ouvindo contar um sonho, podes interpretá-lo.
16- Respondeu
José a Faraó: Isso não está em mim, mas Deus é que dará uma resposta de paz a Faraó.
17- Então disse
Faraó a José: Em meu sonho eu estava em pé à beira do rio Nilo,
18- e subiam do rio sete vacas gordas e formosas à vista, e pastavam entre os
juncos juncos substantivo masculino: [Botânica] Nome comum de um grupo de gramíneas que crescem, em geral, nos alagadiços, dos gêneros Cyperus e Scirpus, com folhas graminiformes e flores inconspícuas, muito cultivadas como ornamentais, ou para produção de objetos feitos com seus ramos, como cestos, esteiras, assentos de cadeira. 19- Após elas subiam outras sete vacas, fracas, muito feias à vista e magras de carne tão feias quais nunca vi em toda terra do Egito.
20- As vacas magras e feias devoravam as primeiras sete vacas gordas.
21- Mas depois de as terem consumido, não se podia reconhecer que as houvesse consumido; a sua aparência era tão feia como no princípio. Então Acordei.
22- Depois vi, em meu sonho, de um mesmo pé subiam sete espigas cheias e boas.
23- Após elas brotavam sete espigas secas, miúdas e queimadas do vento oriental.
24- E as sete espigas miúdas devoravam as sete espigas boas. E eu contei isso aos magos, mas ninguém houve que mo interpretasse.
25- Então disse
José a Faraó: O sonho de Faraó é um só. O que Deus há de fazer, notificou-o a Faraó.
26- As sete vacas boas são sete anos, e as sete espigas boas também são sete anos; o sonho é um só.
27- As sete vacas magras e feias que subiam após as primeiras, são sete anos, como as sete espigas miúdas e queimadas do vento oriental: são sete anos de fome.
28- Esta é a palavra que tenho dito a
Faraó; o que Deus há de fazer, mostrou-o a Faraó.
29- E eis que vêm sete anos, e haverá grande fartura em toda a terra do
Egito.
30- Depois deles levantar-se-ão sete anos de fome, e toda aquela fartura será esquecida na terra do
Egito, e a fome consumirá a terra.
31- Não será conhecida a abundância na terra, por causa daquela fome que seguirá; porquanto será gravíssima.
32- Ora, se o sonho foi duplicado a
Faraó, é porque esta coisa é determinada por Deus, e ele brevemente a fará.
33- Portanto, proveja-se agora
Faraó de um homem entendido e sábio, e o ponha sobre a terra do Egito.
34- Faça isto
Faraó: nomeie administradores sobre a terra, que tomem a quinta parte dos produtos da terra do Egito nos sete anos de fartura;
35- e ajuntem eles todo o mantimento destes bons anos que vêm, e amontoem trigo debaixo da mão de
Faraó, para mantimento nas cidades e o guardem;
36- assim será o mantimento para provimento da terra, para os sete anos de fome, que haverá na terra do
Egito; para que a terra não pereça de fome.
37- Esse parecer foi bom aos olhos de
Faraó, e aos olhos de todos os seus servos.

 
Faraó põe José como governador do Egito

38- Perguntou, pois,
Faraó a seus servos: Poderíamos achar um homem como este, em quem haja o espírito de Deus?
39- Depois disse
Faraó a José: Porquanto Deus te fez saber tudo isto, ninguém há tão entendido e sábio como tu.
40- Tu estarás sobre a minha casa, e por tua voz se governará todo o meu povo; somente no trono eu serei maior que tu.
41- Disse mais
Faraó a José: Vê, eu te hei posto sobre toda a terra do Egito.
42- E tirou
Faraó o anel da sua mão, e o pôs na mão de José, e o fez vestir de roupas de linho fino, e pôs um colar de ouro no seu pescoço.
43- Ademais, fê-lo subir ao seu segundo carro, e clamavam diante dele: Ajoelhai-vos. Assim
Faraó o constituiu sobre toda a terra do Egito.
44- Ainda disse
Faraó a José: Eu sou Faraó; sem ti, pois, ninguém levantará a mão ou o pé em toda a terra do Egito.
45- E
Faraó chamou a José de
Zafnate-Paneã, e deu-lhe por mulher a Asenate, filha de Potífera, sacerdote sacerdote (do latim Sacerdos – sagrado; e otis – representante, portando "representante do sagrado") é uma autoridade ou ministro religioso, habilitado para dirigir ou participar em rituais sagrados de uma religião em particular. de Om e saiu José por toda a terra do Egito.
46- Ora, José era da idade de trinta anos, quando se apresentou a Faraó, rei do Egito. E saiu José da presença de Faraó e passou por toda a terra do Egito.
47- E nos sete anos de fartura a terra produziu abundantemente.
48- e
José ajuntou todo o mantimento dos sete anos, que houve na terra do Egito, e o guardou nas cidades; o mantimento do campo que estava ao redor de cada cidade, guardou-o dentro da mesma.
49- Assim
José ajuntou muitíssimo trigo, como a areia do mar, até que cessou de contar; porque não se podia mais contá-lo.
50- Antes que viesse o ano da fome, nasceram a
José dois filhos, que lhe deu
Asenate, filha de Potífera, sacerdote sacerdote (do latim Sacerdos – sagrado; e otis – representante, portando "representante do sagrado") é uma autoridade ou ministro religioso, habilitado para dirigir ou participar em rituais sagrados de uma religião em particular. de Om.
51- E chamou
José ao primogênito Manassés; porque disse: Deus me fez esquecer de todo o meu trabalho, e de toda a casa de meu pai.
52- Ao segundo chamou
Efraim; porque disse: Deus me fez crescer na terra da minha aflição.
53- Acabaram-se, então, os sete anos de fartura que houve na terra do
Egito;
54- e começaram a vir os sete anos de fome, como
José tinha dito; e havia fome em todas as terras; porém, em toda a terra do Egito havia pão.
55- Depois toda a terra do
Egito teve fome, e o povo clamou a Faraó por pão; e Faraó disse a todos os egípcios: Ide a José; o que ele vos disser, fazei.
56- De modo que, havendo fome sobre toda a terra, abriu
José todos os depósitos, e vendia aos egípcios; porque a fome prevaleceu na terra do Egito.
57- Também de todas as terras vinham ao
Egito, para comprarem de José; porquanto a fome prevaleceu em todas as terras.

 
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